Curiosidades

Tarifa da Água: quem paga menos e quem paga mais?

contarestauranteVocê conhece a cena. Após jantar com os amigos no restaurante, com pratos variados, bebidas e sobremesa, o garçom traz a conta e alguém pergunta: “Vamos rachar?”. Alguns podem aceitar a divisão em valores iguais, mas às vezes a opção escolhida é separar o gasto de cada um para ser mais justo.

Com a sua conta de água o raciocínio é semelhante. Esta divisão é feita pela Diretoria Financeira e Comercial da Emasa, exposta no site oficial e publicada no Diário Oficial. Ela pega a conta total do jantar e divide o valor para cada pessoa, só que não de forma igual. Ela prefere uma separação de acordo com o que cada um comeu e bebeu. Portanto, se alguém for embora sem pagar, os demais terão que gastar mais. Ou seja, se aquele que comeu e bebeu mais “abandonar a mesa”, os demais terão um baita prejuízo.
Essa é a mesma ideia da tarifa. No “jantar da conta de água”, estão sentados à mesa: o comércio; a indústria; os prédios públicos, como as escolas e hospitais; aquele parente que está passando por dificuldades financeiras; e você, o cliente residencial. Na hora de pagar a conta, a Emasa decidiu que seria mais justo se os mais ricos pagassem uma parte maior da conta. Algo como se o comércio, a indústria e os prédios públicos pagassem as bebidas e a sobremesa, enquanto todos pagam apenas por aquilo que comeram.

Na prática, isso significa que o jantar para a indústria e o comércio sai bem mais caro do que para você que mora em casa ou em prédio. Voltando para a conta de água, o pessoal mais rico banca uma parte do que você gasta e, por causa disso, sua tarifa de água é bem menor do que a deles.

BEM MENOR QUANTO?

Bem menor mesmo. A tarifa de água para os grandes consumidores, como indústrias e comércios, representa quase 20 vezes o valor de uma tarifa social para residência. No caso de algumas instituições públicas, essa diferença pode chegar a quase 50 vezes. Veja a TARIFA 2016 e comprove.

Na prática, é a turma mais rica que “banca” uma parte da sua conta no “jantar da água” todo mês. Para esses grandes consumidores, a Emasa criou os contratos de Demanda Firme, que os obriga a pagar todo mês uma parte fixa da conta. Mesmo que eles resolvam não pedir sobremesa ou bebida, vão pagar por elas. Ou seja, se comprometem a ter um consumo mínimo de água e a pagar por isso, mesmo que não gastem tudo que está no contrato. Assim os outros que estão à mesa não verão sua conta subir de repente.

Vejamos como fica, portanto, a tarifa fixa de Ligações Não Medidas (aquelas em que o hidrômetro não mede):

– Residencial social: de R$3,98
– Residencial Intermediária: R$ 30,52
– Residencial: R$ 35,58
– Comercial (Pequenos Comércios): R$ 28,20
– Comercial e Prestação de Serviços: R$ 66,20
– Construção e Industrial: R$ 66,20
– Pública Municipal: R$ 65,50
– Pública Estadual e Federal: R$ 136,00

Nesse resumo, podemos concluir que:

  • Residências mais humildes pagam uma taxa praticamente simbólica, sendo que as da chamada “classe média” pagam na casa dos Trinta Reais;
  • Casas comerciais pequenas pagam menos que as maiores;
  • O ramo que paga as tarifas maiores é a da construção civil e da indústria.
  • Órgãos públicos municipais pagam menos que os estaduais e federais

Lembrando que esse exemplo acima vale apenas para os clientes não hidrometrados, sendo que a meta da EMASA é a instalação do máximo de hidrômetros possível, para assim poder ter controle mais claro do consumo de cada cliente individualmente. Mas lembrando: para ter todo o detalhamento das tarifas praticadas em Itabuna, confira na nossa TABELA DE TARIFAS 2016.

Fonte: Comunicação Emasa, adaptado de um artigo original da Sabesp

 

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